Kristina

 

 

Nasci em Berlim, Alemanha 1942, muito Virginiana com Ascendente de Áries, e criei-me em Estocolmo e no interior da Suécia.
Formei-me em arquitetura na Universidade Técnica em Estocolmo. Depois de uma viagem de estudos ao Japão
o fiz o meu trabalho de conclusão de curso sobre a arte paisagista zen-budista.
No mesmo ano em que me formei, casei-me com brasileiro estudante de artes, em 1966.
Morei alguns anos em Lund, uma cidade universitária no extremo sul da Suécia, onde consegui ficar com um pé no mundo dos hippies e com o outro pé no mundo dos marxistas/leninistas e trabalhava como assistente na Faculdade da Arquitetura, na Universidade Técnica, onde, entre outras coisas, participei na formação de um grupo de estudos sobre Urbanismo Socialista.
Em Lund nasceram as minhas duas filhas Gisela e Paula, 1969 e 1971.

Fiz a primeira viagem ao Brasil, Rio de Janeiro e Nova Viçosa, Bahia, em 1973 com a família toda mais alguns amigos suecos e italianos, para criar uma comunidade ecológica auto-sustentável, uma aventura as vezes sentida como um conto de fada e outras vezes como um pesadelo. Depois de um ano voltei para o interior da Suécia, separada e sozinha com as minhas duas filhas, e apaixonada pelo Brasil.

Em 1976 participei de uma exibição ecológica no Museu de Arte Moderna em Estocolmo ; “Ararat –Técnica, Arte, Futuro, Sociedade”, e em 1978 trabalhei com a matéria “Qualidade de Vida e Planejamento em Aglomerações Urbanas Menores” na Faculdade de Arquitetura, Universidade Técnica em Estocolmo.

Entre os anos 1977 e 1991 fui membro da Comissão Municipal das Construções e presidente da Comissão Municipal de Obras, pelo Partido Esquerda Comunista, e estabeleci a minha firma própria “Arkitektkonsult Kristina de Hollanda” tudo no município de Hällefors com 10 000 habitantes.

Já em 1972 entrei em contato com o Tarot e em 1980 comecei com a Astrologia, e sempre tive interesse nas relações e mistérios da vida humana.

Estudei português e viajei três vezes ao Brasil antes de 1992, quando parti como coordenadora e voluntária da ONG sueca UBV (Cooperação Técnica Sueca) para Recife/Olinda por um período de três anos. Durante as viagens com UBV cheguei a Redonda em Icapuí – Ceará, que nesta época era famosa pelo trabalho do PT com um desenvolvimento rápido através de participação popular e transparência.

No fim de 1995 trouxe minha mudança da Suécia num container de navio e fixei-me em Redonda, onde me apaixonei por um pescador de lagosta, José Orlando, e comprei um bote. Participei na criação de uma Cooperativa de Turismo e fiz alguns trabalhos de arquitetura para a prefeitura. Depois participei na fundação de uma Associação Comunitária, que administrou uma  campanha de limpeza com ajuda de amigos suecos. Também fui representante nos Conselhos Local e Municipal de Saúde e Saneamento.
Entretanto,  nada disto teve nem muito sucesso, nem lucro; o pescador já tinha a família dele, as lagostas desapareceram, a cooperativa de turismo se tornou um fiasco, a prefeitura é dirigida pelos jogos políticos e o povo tem pouco costume de se organizar. Mas não quero desistir tão fácil, estou lutando e pelo menos não estou com frio e estou me enraizando mais aqui em Redonda cada ano que passa.

Comprei um terreno, fiz o desenho e construí a minha casa própria, que, junto com a reforma da casa antiga que havia no terreno, a Casa Amarela, ficou pronta em março de 2000. Em 2001, com ajuda de um amigo sueco, o terreno vizinho foi incluído, e eu desenhei e administrei a construção da Casa Azul.

Com as atividades da  Hospedaria familiar  e  Casas p/ Temporada as visitas suecas e brasileiras logo começaram. Também presto serviço de interpretação sueco – português e transportes de carro. Trabalho com Astrologia e Tarot, cuido de uma pequena horta com legumes e frutas, e faço o nosso pão caseiro. O pescador, José Orlando, e a mulher dele, Jakeline, estão me ajudando a cuidar de tudo.
Eles têm um sítio nos arredores de Redonda, onde eles têm uma plantação de caju e outras frutas, um lugar onde é ótimo fazer churrasco. A qualidade de vida deles desenvolve-se devagarzinho, a infra-estrutura de Redonda também, e eu nado tranquilamente no mar, sempre que tenho uma folgazinha.

 
 
Krsitina